sábado, 9 de novembro de 2013

Enquanto isso no metrô...



"Então ele tomou coragem e se virou olhando bem nos olhos dela, grandes, escuros. Todos os dias estava ela lá. Desejava que aquilo não fosse somente um espasmo. Sim, espasmos de toda sorte. Ele pensava nesta palavra com uma ansiedade que o consumia. Ele nasceu ansioso. Ele sabia, sentia, sim, aquele sexo. 

O que seria daquele sexo ainda apenas em desejos, se tornasse realidade. Se assustou quando pensou que aquele poderia ser um grande desafio. Com ela, por ela, fome. Como de carne. Sede dela, gritou escrevendo seu bilhete em letras maísculas. 

Se elevou quando se lembrou dos fatos do futuro, que ele sim, nunca deixou de querer, desde que a viu pela primeira vez com aquele vestido coladinho em uma manhã de muito calor. Ele disse: "Assim comecaria o filme onde você seria o desejo. Eu te encontrarei no futuro mais próximo, e se passado for lembrar e ter saudade de você, comerei carne. Eu acredito que nunca me sentiria à vontade, mesmo se fosse somente por grana. Nunca a sufocaria, mas te deixaria se sentindo sufocada, analisada curva a curva, sorriso, e sem dúvida, aquela sua boca do tipo safadinha, quando me olha de volta sem saber que estou vendo, pode me fazer estragos.... odeio odiar a sua liberdade, antes mesmo de te perguntar se é livre. Com este sorriso e jeito, só pode ser livre. Só após ficarmos separados três dias, posso dizer….o tamanho da dor, depois de te ter, de ser seu, te desejarei de coração por mim mesmo, tenho certeza de que serei caçado, preso, e então só você poderá saber o que fará de mim. Opa! Tenho que sair e ainda te entregar o bilhete."

Me liga!"

(D.Seabra)




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